Professores(as), famílias, estudantes e apoiadores(as) da educação pública participaram, na noite desta quinta-feira (25), de um ato em frente à Prefeitura de Cascavel para reivindicar investimentos na Rede Municipal de Ensino. Organizada pelo Sindicato dos(as) Professores(as) da Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel (Siprovel), a mobilização reuniu centenas de pessoas para chamar a atenção da sociedade e da Administração para os principais desafios enfrentados pelas Escolas e Cmeis.
Durante a manifestação, a presidenta do Siprovel, professora Gilsiane Quelin Peiter, afirmou que a entidade vem buscando, de forma permanente, o diálogo com o Governo Renato Silva (PL), mas que as negociações ainda não resultaram em medidas efetivas para enfrentar os principais problemas da Rede Municipal.
Entre as principais reivindicações está a contratação de profissionais para suprir o déficit existente na Rede Municipal. Segundo o Sindicato, a insuficiência de servidores(as) aumenta a sobrecarga de trabalho, compromete o atendimento aos(às) 33,8 mil estudantes matriculados(as) e agrava os desafios da Educação Especial, especialmente diante da falta de Professor(a) de Apoio Pedagógico (PAP).
A mobilização também destacou a necessidade de melhoria das condições de trabalho dos(as) profissionais do magistério. O Siprovel denuncia problemas relacionados à estrutura destinada à hora-atividade, como a falta de espaços adequados, mobiliário insuficiente, equipamentos tecnológicos incompatíveis, acesso precário à internet e limitação de materiais pedagógicos. Entre as reivindicações da categoria está a possibilidade de realização da hora-atividade em formato remoto, permitindo que o(a) professor(a) escolha entre desenvolver o planejamento na instituição escolar ou em outro local.
Outro eixo central da mobilização é a recomposição da defasagem salarial acumulada de 20,55% do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério. Para o Sindicato, o cumprimento da legislação que garante a valorização dos(as) professores(as) é uma condição indispensável para fortalecer a carreira docente e assegurar a qualidade da educação pública.
“Ninguém deseja interromper as aulas. O que queremos é construir soluções por meio do diálogo, garantindo condições adequadas de trabalho para os profissionais e uma educação pública de qualidade para todas as crianças. Para isso, precisamos que o prefeito Renato Silva apresente uma proposta concreta para a categoria”, afirmou Gilsiane.
O Siprovel reafirma que permanece aberto ao diálogo e espera que a Administração Municipal apresente respostas efetivas às reivindicações da categoria. Para a entidade, investir na educação pública significa investir presente e no futuro de Cascavel.

