A comunidade escolar da Rede Municipal de Ensino de Cascavel realiza nesta quinta-feira (25), a partir das 18h, em frente à Prefeitura Municipal, um ato público em defesa da educação. A mobilização reúne professores(as), famílias, alunos(as) e apoiadores(as) para chamar a atenção da sociedade para os desafios enfrentados atualmente pelas Escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis).
Quem vivencia o cotidiano das instituições de ensino relata um cenário de sobrecarga e insuficiência de profissionais para atender os 33,8 mil alunos(as) matriculados(as) na Rede Municipal. A situação tem resultado em dificuldades para garantir o atendimento pedagógico adequado e aumento da pressão sobre os(as) trabalhadores(as). Na Educação Especial, a insuficiência de Professor(a) de Apoio Pedagógico (PAP) e as fragilidades das políticas de inclusão representam desafios para a garantia do direito à educação dos(as) estudantes com deficiência.
Embora o Governo Municipal alegue limitações orçamentárias para justificar a ausência de investimentos considerados prioritários pela categoria docente, dados apresentados pela própria Prefeitura indicam crescimento da arrecadação municipal em 2026. Entre os fatores apontados está a atualização da Planta Genérica de Valores (PGV), que ampliou a arrecadação do IPTU. Para o Sindicato dos(as) Professores(as) da Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel (Siprovel), o debate não se restringe à disponibilidade de recursos, mas às prioridades estabelecidas pelo Prefeito Renato Silva (PL).
A mobilização também chama atenção para a situação salarial do magistério. De acordo com o Sindicato, os(as) professores(as) acumulam uma defasagem de 20,55% em relação ao Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério, reivindicação que integra a pauta de negociações apresentada à Administração.
Segundo o Siprovel, a mobilização é resultado de dezoito meses de tentativas de diálogo com o Governo Municipal sem avanços concretos em reivindicações consideradas essenciais para a Rede Municipal de Ensino. Para a entidade, defender a educação pública significa lutar por melhores condições de aprendizagem para os(as) alunos(as), valorização dos(as) profissionais e garantia de uma escola pública capaz de atender com qualidade todas as crianças. “Quando defendemos a escola pública, defendemos também o futuro dos filhos e filhas da classe trabalhadora. Educação de qualidade exige investimento, profissionais valorizados e condições adequadas para ensinar e aprender”, destaca a presidenta do Siprovel, professora Gilsiane Quelin Peiter.
