Na última semana, a Prefeitura de Cascavel publicou a convocação de 64 profissionais da educação para assumir suas funções a partir de 1º de abril. No entanto, esse número está muito aquém da necessidade real da Rede Municipal de Educação, que enfrenta um déficit alarmante de 504 profissionais.
Atualmente, as 33 mil crianças matriculadas na rede pública seguem sendo atendidas mesmo diante da falta de servidores(as), o que compromete não apenas a qualidade do ensino, mas também as condições de trabalho dos profissionais da educação. O impacto é direto: sobrecarga, falta de acompanhamento adequado e precarização do atendimento aos alunos.
Os profissionais convocados foram:
– 47 Professores(as)
– 6 Professores(as) de Educação Infantil
– 2 Professores(as) de Educação Física
– 3 Instrutores(as) de Informática
– 1 Monitor(a) de Biblioteca
– 5 Secretários(as) Escolares
Ao todo, apenas 64 profissionais foram chamados, enquanto o déficit é elevado:
– 225 Professores(as)
– 62 Professores(as) Temporários(as)
– 27 Professores(as) de Educação Infantil
– 15 Professores(as) de Educação Infantil Temporários(as)
– 8 Instrutores(as) de Informática
– 14 Monitores(as) de Biblioteca
– 4 Secretários(as) Escolares
– 144 Agentes de Apoio
– 9 Agentes de Apoio Temporários(as)
Além de sobrecarregar os profissionais que já atuam na Rede Municipal de Ensino, essa defasagem compromete um direito fundamental do(a) professor(a): a hora-atividade, tempo reservado para planejamento pedagógico e estudos. Sem a reposição adequada de profissionais, professores(as) não estão cumprindo esse período garantido em lei, essencial para garantir a qualidade do ensino.
“A pequena convocação feita pela Prefeitura está longe de resolver o problema. A Rede Municipal de Educação segue operando com menos profissionais do que o necessário, o que significa salas superlotadas, professores sobrecarregados e prejuízo direto para as crianças. A educação precisa ser prioridade, e isso passa por garantir um quadro de profissionais completo para atender às necessidades das Escolas e Cmeis”, argumenta Gilsiane Quelin Peiter, presidente do Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel (Siprovel).
O Siprovel segue acompanhando a situação de perto, realizando visitas às unidades escolares para verificar as condições enfrentadas pela categoria, cobrando da administração municipal medidas concretas para resolver a situação e encaminhando denúncias ao Conselho Municipal de Educação.