Formação do Siprovel debate precarização do trabalho docente e desafios da educação pública

A programação da tarde do 1º Encontro de Formação Política do Siprovel, realizado nesta quarta-feira (1º), no Hotel Fazenda SESC Cascavel, foi marcada por atividades culturais e debates aprofundados sobre os rumos da educação pública e da organização sindical. A abertura contou com a apresentação da Orquestra Popular Camponesa, projeto desenvolvido com alunos(as) da Escola Municipal do Campo Zumbi dos Palmares e do Colégio Estadual do Campo Aprendendo com a Terra e a Vida, que integra formação musical e princípios da agroecologia. A iniciativa, construída a partir de experiências da própria comunidade, reforça o papel da escola como espaço de formação crítica e de construção coletiva de conhecimento.

Na sequência, a professora Dra. Amanda Moreira da Silva, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), ministrou a palestra “Precarização do trabalho docente e possibilidades da luta sindical”. A pesquisadora abordou o aprofundamento da precarização no contexto do capitalismo dependente, destacando fenômenos como a plataformização da educação, a intensificação do trabalho docente e a expropriação do tempo e do conhecimento dos(as) professores(as). Também alertou para os impactos das novas tecnologias e da financeirização da educação, defendendo a necessidade de disputar o projeto formativo e reafirmar a educação como espaço de emancipação humana.

Encerrando a programação, a presidenta da Confederação Nacional dos(as) Trabalhadores(as) em Educação (CNTE), Fátima Silva, conduziu a palestra “O desafio das organizações sindicais na defesa da democracia e da educação pública”. Em sua fala, destacou o papel histórico dos sindicatos como pilares da democracia e apontou os desafios contemporâneos do movimento sindical, como a desinformação, a precarização dos vínculos de trabalho e a dificuldade de mobilização das novas gerações. Também chamou atenção para o avanço da educação a distância, da inteligência artificial e da contratação temporária, processos que, segundo ela, fragilizam a carreira docente e impactam a qualidade da educação pública.

Para a presidenta do Siprovel, professora Gilsiane Quelin Peiter, o encontro reforça o compromisso da categoria com a organização coletiva e a defesa da educação pública. “Foi um importante espaço de formação e reflexão, que reafirma a responsabilidade de fortalecer a luta por concursos públicos, valorização profissional e garantia de uma educação pública de qualidade”, destacou.

 

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